Mostrando postagens com marcador música popular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música popular. Mostrar todas as postagens

8 de maio de 2012

O show e as lentes

Blogue não é lugar para textos longos, sei disso. Portanto, quando você chegar ao final do primeiro parágrafo, e começar a perceber sua atenção divagando, pare. Copie, cole, imprima, e leia mais tarde, com calma. Verá por que me dei o trabalho de copiá-lo, devagar, saboreando a releitura, pra compartilhar aqui.


***

Perto das lentes, longe do coração

Por Julio Maria (O Estado de S.Paulo, 28/04/2012)

Assim que Paul McCartney aparece, os celulares são erguidos com movimentos automáticos de braços. Milhares de braços. Mais precisamente, 60 mil deles. Grande parte da plateia ali nunca havia visto um beatle antes e o show que este faria em Florianópolis na última quarta-feira era anunciado como o “mais importante da história da cidade”. Os 30 mil lugares do estádio do Avaí estavam tomados por gente vinda de vários lugares. A TV local falou do assunto o tempo todo. A impressão era de que assim que Paul aparecesse, fãs cairiam enfartados. A emoção de ver um beatle por aquelas terras deixaria um rastro de corpos em convulsão etc. Ok, voltemos aos braços.

Assim que Paul aparece, a reação da plateia é uma louvação que termina quando a primeira canção começa. As pessoas erguem os braços agora para filmar, não mais para aplaudir. Certificam-se de que Paul esteja bem centralizado, de que a câmera esteja estabilizada. Checam o zoom, procuram o melhor ângulo. E Paul lá, mandando uma Magical Mystery Tour turbinada, usada na abertura justamente por seu alto potencial de arrebatamento. Arrebata pouco. Vem outra, Junior’s Farm. Sonzeira que fez com os Wings em 1974. Meio lado B, pouca gente conhece, a passividade merece um desconto. A próxima é All My Loving, um petardo dos Beatles disparado em 1963. Agora vai. Grande parte da plateia embarca, outra grande parte não. Quem tem uma câmera na mão o observa com cuidado e olha feio para quem dança ao lado. Se encostarem nele, seu registro treme.

As plateias dos grandes shows estão merecendo um estudo. São no fundo um monte de nós mesmos reunidos para a mais fascinante das celebrações populares, com características próprias que a diferem das duas outras monumentais reuniões de massa no país: o futebol e a religião. Ao contrário do que se passa nos estádios de futebol, em que o apogeu de uma torcida surge na miséria da outra, a comoção de um show não é erguida sobre disputas. O gol é coletivo quando Hey Jude é cantada por 80 mil vozes. E ao contrário do que se passa nos grandes cultos religiosos, em que o encontro fortalece espíritos que buscam salvação, ninguém faz pacto de posteridade com Bob Dylan ou Eric Clapton. Se quiser receber o que eles ofertam, seja bem-vindo. Serão alguns instantes de felicidade em estado bruto e cheios de demonstrações de amor incondicional antes do retorno à vida real. O fã ama seu ídolo como deveria amar todo mundo, com uma entrega eterna e inabalável que nunca pede nada em troca. Quando se une a outros que sentem o mesmo, se vê multiplicado e poderoso.

Só é chato quando filmar um show fica mais importante do que vivê-lo. E eis aqui a característica menos nobre, que também só se vê em plateias musicais. Ninguém vê um torcedor filmando um jogo de seu time do coração ou um fiel centralizando o padre em sua câmera durante a homilia pela simples razão de que, ali, nada é mais importante para eles do que aquele instante. Se é possível filmar e absorver ao mesmo tempo? Não. Impossível experimentar a plenitude de uma A Day in the Life com uma câmera nas mãos e um ímpeto narcisista na cabeça. Muita gente filma para provar aos amigos que esteve lá. Se sorveu cada segundo daquele momento fazendo com os olhos e o coração uma edição de imagens que câmera nenhuma poderia fazer, não importa. Sua câmera assistiu a um grande show.



22 de dezembro de 2011

Jingles (Bells)

Estrela brasileira do céu azul, iluminando de norte a sul, mensagem de amor e paz, nasceu Jesus, chegou Natal. Papai Noel voando a jato pelo céu trazendo um Natal de felicidade, e um Ano Novo cheio de prosperidade.
A fiel leitora, balzaquiana ou além, certamente lembrará disso. E também da bela escala que desce e sobe, começando em “Papai Noel”, terminando em “céu”.
A empresa aérea foi para o buraco, mas o jingle ficou. Aliás, como já fomos bons em jingles, não?
E esta outra, que martelou nossos tímpanos.
Dezembro vem o Natal, os presentes mais bonitos, as lembranças mais humanas. Até os entes queridos, todos vão comprar nas ............................................. [se não tem cachê, omito o nome]. Em todos os lares, a paz seja total, e mais os nossos votos de Feliz Natal.
...
Taí, é o que dá, ter uma memória musical que registra absolutamente tudo. Da linha melódica de um moteto de Bach ao novo hit do Bonde do Tigrão.

14 de dezembro de 2011

Led Zeppelin

Descobri o grupo aos 14 anos, por intermédio de um amigo que era vidrado nos caras. Ele chegava a deixar o cabelo parecido com o de Robert Plant. Botava os LPs pra tocar, e ficava dizendo: “Ouve só isso, cara!”. E eu... “É mesmo, muito bom”. Sem grande convicção.
Enquanto esse meu amigo mergulhava de cabeça no rock’n’roll, o caçula dos Fragoso recebia doses cavalares de MPB em casa. O Led, portanto, nunca fez muito minha cabeça. Diferentemente do Pink Floyd, por exemplo. Banda que sempre me impressionou muito.
Corte. Três décadas mais tarde. Na caixa de e-mails, pipoca o convite do editor: tradução de um livro sobre o Led Zeppelin. Topa?
Eita, como não?!
Prazo apertado, dividimos o bolo da tradução. O resultado, aí está, recém-saído da fornalha:
Whole Lotta Led Zeppelin – A história ilustrada da banda mais pesada de todos os tempos, de Jon Bream (org.). Tradução de Gustavo Mesquita, Anna Paola Monteiro e deste escriba. Editora Agir.

Atualização: estive hoje na livraria em Sampa e folheei o livro. Putisgrila!!! Que maravilha de edição. De encher os olhos. Deu gana de começar a ouvir os caras.

27 de setembro de 2011

Vocapeople


Octeto vocal. Fazem música a capella, ou seja, sem instrumentos. Comentários como os que li, na mídia francesa, do estilo “Um talento colossal”, sempre me deixam com um pé atrás. Bem, fui conferir.
Arrebatador. Não encontro outra palavra para resumir o espetáculo. Saí do teatro em estado de graça.
Em 1h30, o grupo faz um medley de canções pop dos mais variados estilos, incluindo árias de óperas. Intercalam as canções com breves gags, interagindo com a plateia.
O que chama a atenção é que, sob o pretexto de serem “seres intergalácticos”, se comunicam com o público praticamente sem usar a língua (quando o fazem, isso se dá ora em francês, ora em inglês); dão prioridade ao gestual e, claro, à música.
Visito o site deles, e descubro, entre outras coisas, que o octeto (de origem israelense), é composto por 24 cantores, que se revezam, três de cada naipe (dois “naipes” fazem a percussão vocal). É o que lhes permite apresentar-se simultaneamente em Nova York e em Paris. Na capital francesa, a temporada atual dura 6 meses, de 4ª a domingo, e num teatro com capacidade para... 850 pessoas! (Só de pensar no espaço dedicado à música vocal entre nós... bem, melhor nem pensar).
Na página deles no Facebook, você encontra uma amostra do trabalho do grupo.
Vontade de voltar a Paris só para vê-los novamente. Quem sabe (delírio, quimera...) um empresário amalucado ainda traz o grupo a Pindorama.


25 de julho de 2011

Amy

Dizem que era uma baita cantora, com um tremendo repertório. Dizem que só queria chamar a atenção. Que já estava ladeira abaixo, em sua carreira. Dizem isso e mais um monte de coisas.
Grande e injustiçada artista ou apenas mais uma carreira (sem trocadilhos) meteórica?
Sei lá, só sei que passou em branco, pois nunca a ouvi mais gorda. Eu deveria?

26 de maio de 2011

Júlio Medaglia

Náo me contenho, e interrompo as micro-férias do blog para dar a dica. Uma entrevista, da revista Brasileiros, com um dos caras mais importantes de nossa música, de uma lucidez impressionante. Aqui.

23 de maio de 2011

Um livro... e pausa

Eu tinha 11 anos quando um de meus manos chegou em casa com um disco novo, Geraes, de Milton Nascimento. Caçula, eu ouvia tudo de segunda mão, demoraria alguns anos pra ter a iniciativa de escolher um LP de meu próprio gosto. Ok, foi tocado à exaustão, mas Geraes foi pra mim um divisor de águas. Mercedes Sosa, Chico Buarque e outros que participaram do disco, eu agora ouvia de modo diferente. Ler ficha técnica de disco virou hábito.

Muita água rolou, e muita parceria idem. Anos depois, descubro um livro que me atira no túnel do tempo: Os sonhos não envelhecem – Histórias do Clube da Esquina, de Márcio Borges (Geração Editorial). Entrou atropelando os que estavam em minha fila de leitura. Primeiro parceiro de Milton, Márcio faz uma espécie de biografia sentimental do amigo Bituca, praticamente adotado pela família Borges. Com grande lirismo e despretensão no estilo.

Se canções como Clube da Esquina, Clube da Esquina nº 2, Menino (ainda mais comovente quando se sabe o contexto em que surgiu), Equatorial, Morro Velho, Sentinela etc fizeram parte de sua trilha sonora, taí um livro imperdível. E a boa notícia: não é todo dia que um livraço desses (também no tamanho: 370 páginas), trazendo um CD de bônus, é relançado e vendido por R$ 30.

***

Faço uma pausa. Devo voltar no início de julho. Até lá.



18 de maio de 2011

Pra acabar

Início dos anos 1990, surgia o CD. Logo seguido dos porta-CDs, adequados ao formato, de onde acostumamos a tirar o disco pra tocar. Beleza.

Dia desses, tou de bobeira na seção de discos da Fnac, e deparo com um, com o qual vinha flertando: Feito pra acabar, de Marcelo Jeneci.

Primeira audição terminada, vou colocá-lo na prateleira e... êpa! Peraí, mudaram o formato do troço?

Sim e não. Inverteram a coisa. Tudo estaria ok se o formato fosse quadrado. Agora, você tem duas opções: ou coloca invertido na estante, e daí não pode ver de qual álbum se trata, ou então inventa um porta-CDs exclusivo pra esse novo formato – criado por algum gênio da raça.

No mundo da publicidade, papo corrente é “quebrar paradigmas”. Taí um caso em que, farto da tradição, o sujeito espatifou, esmigalhou os paradigmas. Vai ser “diferenciado” assim na Casa do Carvalho!







9 de maio de 2011

Benito de Paula

Ao deparar com esse nome, o que lhe vem à mente? (Se não viveu os anos 1970, provavelmente nada).

Foi a pergunta que fiz a pessoas próximas, e as reações foram surpreendentemente positivas.

Fato é que Benito era (ou ainda é) considerado um dos grandes expoentes da música cafona. Seu visual só fazia piorar o estigma.

Recentemente, ele foi entrevistado no Metrópolis. Na revista Fórum deste mês ele também é tema de um belíssimo artigo, de Pedro Alexandre Sanches.

Benito é de uma época em que meus filtros musicais ainda não estavam em atividade. Época da inocência. A música me entrava pelos poros; portanto, eu mal sabia julgar, “bom”, “ruim”, “brega” etc. Posso ainda cantarolar várias de suas composições, que grudaram no ouvido.

Entre outras revelações do artigo, Benito se defende do rótulo de “adesista” ao regime militar. Pois, em plena ditadura, compôs: “Tudo está no seu lugar, graças a Deus”. Explica, na entrevista, a gênese do verso. Mas imaginem dizer uma coisa destas numa época de repressão braba, em que o vilão era tão bem definido. Época em que ouvir o Rei, ou canções não-engajadas, era sinal de alienação.

A origem de seu nome de batismo (Uday Vellozo), a menção de seu nome numa canção-sátira de Rita Lee, sua relação com grandes nomes da MPB, sua postura modesta, quase autodepreciativa, e muito mais, está tudo lá. Um artigo a ser guardado.

Em tempo: adoro quando querelas no universo musical se transformam em canção (Caetano vs. Lobão etc). Trago, então, um episódio que não está no artigo. Reza a lenda que “Argumento”, composição de Paulinho da Viola, é um recado direto a Benito: “Tá legal, eu aceito o argumento / mas não me altere o samba tanto assim/ Olha que a rapaziada está sentindo a falta de um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim”.

Lenda? Bem, si non è vero, è bene trovato...

29 de abril de 2011

Real

Sim, alusão ao (discreto, quase imperceptível) casório que está rolando na ilha, mas o título é pura isca. O assunto é outro. Mas também é o mesmo. A ele.
Ouço Francisco, álbum de Chico Buarque, quando surge o verso
“Que nobreza você tem, que seus lábios são reais...”
Uma parceria de Chico e Vinícius Cantuária, “Ludo real”.
Ainda há os que acham que tradução é bico. Ou que é um bico. Gostaria de vê-los na tentativa de verter a palavra acima pra outro idioma – sem nota de rodapé, e usando uma única palavra.
Já vi quem tentou isso, em francês, e quebrou a cara. Ou, como no verbete do dicionário de Millôr (The cow went to the swamp), "broke the face".

11 de abril de 2011

Musa única

Comovente artigo de Patrícia Palumbo, no jornal de sábado, sobre a música como forma de comunicação com o Divino. Texto que releva uma generosidade rara em relação aos músicos de modo geral – virtude que ela já deixara registrada em seu livro de entrevistas, Vozes do Brasil.

Horas depois, assisto As melhores coisas do mundo, de Laís Bodansky. Filme absurdamente sóbrio, sem a mínima afetação. Nele, a música é quase um personagem e se revela essencial para que os adolescentes consigam comunicar emoções.

Um baita dum blablablá, pode parecer à leitora. Mas para quem está envolvido com música até a medula (e começou a dedilhar o violão ainda na fase teen), essas “sincs” não têm nada de banal.

11 de março de 2011

Still loving you

Um cover mui particular de uma velha canção da banda Scorpions. Aqui.

3 de março de 2011

De Márcio Faraco para Carlinhos Brown

Não tenho o hábito de servir pão amanhecido ao leitor. Abro a exceção desta vez, por se tratar de uma análise que fiz antes da publicação dos artigos para a revista (ver seção “egopress”), que têm o mesmo jeitão do texto abaixo. Aproveito que agora conto com o recurso de ocultar parte do texto, para não assustar quem acaba de chegar, com um post quilométrico. Aí vai.

Chuva de Vidro, de Márcio Faraco. (CD Com tradição, Universal Music France, 2005)

Em frente à multidão alucinada
Eu escolhi o seu lado
Aí levei garrafa

Disseram, disseram que era o dia errado
Mas qual o dia certo
Nesse mundo virado?

Visavam seu corpo em movimento
Mas ali naquele momento
Acertaram nossa alma

Olha a garrafa no ar!

Chuva de vidro
Pedras do Rio
Água na Barra
Assovio
Vilã manada
Nada ouviu
Do ouro do povo do Brasil

Vivi pra ver esse pesadelo
Não quero ver mais uma vez
Verões de tempestades de gelo
E a nação no corredor polonês

Jogando uma pedra no espelho
Não vou deixar de ser o que sou
Um violeiro é um violeiro
E o baião não é rock and roll

Faraco dedicou esta canção a Carlinhos Brown. Convidado para cantar no festival Rock in Rio, janeiro de 2001, Brown subiu ao palco na mesma noite em que tocariam as bandas Oasis e Guns’n Roses. Partiu dos fãs desta última a saraivada de garrafas d’água na direção do cantor, enquanto ele, que descera uma passarela em meio ao público, cantava seu hit A namorada.

9 de fevereiro de 2011

Mais um artigo

Na revista Língua Portuguesa (Ed. Segmento) de fevereiro, novo texto meu, na seção Obra Aberta. Desta vez, a canção sob a lupa é Folia no Matagal, marchinha de Eduardo Dusek e Luiz Carlos Góes, que fez sucesso na voz de Ney Matogrosso nos anos 80.

Uma brincadeira, no sentido que Macunaíma dava à palavra.

Assinantes do UOL têm acesso gratuito ao texto, aqui.

PS: Para os que curtem uma experiência multimídia, aqui está o clip com Ney Matogrosso. Simplesmente duca.

7 de fevereiro de 2011

Releituras

Há alguns meses, neste post, levei ao ar uma lista de regravações. Releituras cujos arranjos passaram por transformações, às vezes radicais. Uma maneira de demonstrar respeito ao ouvinte, numa época em que “café requentado” é o que mais se serve, musicalmente falando.

Aqui vai uma segunda listinha.


1. “Manhã de Carnaval”, de Antônio Maria e Luiz Bonfá. Por MPB-4. Álbum 10 anos depois, 1975.
2. Paixão e fé”, de Tavinho Moura e Fernando Brandt. Por Simone. Álbum Face a face, 1977.
3. “Billie Jean”, de Michael Jackson. Por Caetano Veloso. Álbum Caetano Veloso, Gravadora Nonesuch, 1986.
4. “O que é o que é”, de Gonzaguinha. Por Zizi Possi. Álbum Sobre todas as coisas, 1991.
5. “Modinha”, de Rita Lee. Por Ná Ozzetti, Álbum Love Lee Rita, 1996.
6. “Disritmia”, de Martinho da Vila. Por Zeca Baleiro. Álbum Vô Imbolá, 1999.
7. “Tanta saudade”, de Djavan e Chico Buarque. Pelo Grupo Vocal BR-6. Álbum MPB A capella Vol. II , 2006.
8. “Onde a dor não tem razão”, de Paulinho da Viola e Elton Medeiros. Por Izabel Padovani. Álbum Desassossego, 2006.
9. “Teco-teco”, de Pereira da Costa e Milton Vilela. Por Mariana Baltar, Álbum Mariana Baltar, 2010.
10. "Vou festejar”, de Jorge Aragão, Noeci Dias e Dida. Por Arnaldo Antunes. Álbum Ao vivo lá em casa, 2010.

10 de janeiro de 2011

Um artigo

Na Revista Língua Portuguesa de janeiro (Editora Segmento), na seção Obra Aberta, um artigo meu: a análise de Tristes Trópicos, canção de Itamar Assumpção, em parceria com Ricardo Guará. Curti muitíssimo a experiência, e partilho a notícia com vocês.

***

Agora, sim, a pausa é pra valer. Volto em três semanas. Até lá.

Atualização: assinantes do UOL têm acesso ao texto. Clique aqui.

4 de janeiro de 2011

Miguel Nicolelis, cronista

Conhecia este nome de outros carnavais. Um dos mais importantes neurocirurgiões de nosso tempo e um dos acadêmicos mais comprometidos com a expansão da ciência em seu país (sugiro buscar informações sobre o Instituto de Neurociências de Natal-RN,do qual é diretor), embora pudesse, com o reconhecimento e trânsito internacionais de que desfruta, estabelecer-se e viver confortavelmente nos EUA ou em algum país europeu.

Só não sabia de uma faceta sua, a de cronista. Na edição de dezembro da revista Brasileiros, um texto fascinante (Brava gente brasileira - O dia em que Canhoto da Paraíba colocou Andrés Segovia no banco), em que homenageia a música e a cultura brasileiras. Comovido, pisei mais leve pelas ruas de Sampa, depois da leitura. Confiram lá.